Com a alma lavada na poeira
Bebo do que me resta da existência
Vida essa que não se faz inteira
Tentando se encontrar no sonho da adolescência.
Perdida em tudo que a visão traz
Traz o que agora procuro esquecer
Esquecer esse medo, inimigo audaz
Audaz esse sentimento que insiste em querer.
Querer não aceitar o destino
Destino esse que busca na infância perdida
A vontade de voltar a ser menino
Na inocência de amar só a vida.
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