terça-feira, 26 de julho de 2011

ESQUECER

Com a alma lavada na poeira
Bebo do que me resta da existência
Vida essa que não se faz inteira
Tentando se encontrar no sonho da  adolescência.

Perdida em tudo que a visão traz
Traz  o que agora procuro esquecer
Esquecer esse  medo, inimigo audaz
Audaz esse sentimento que insiste em querer.

Querer não aceitar o destino
Destino esse que busca na infância perdida
A vontade de voltar a ser menino
Na inocência de amar só a vida.

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